terça-feira, 7 de maio de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
FBI assume investigação das explosões em Boston; 3 morreram
Um agente especial do departamento federal de investigação dos EUA anunciou na noite desta segunda-feira (15) que o FBI assume as investigações dasexplosões na Maratona de Boston.Segundo a polícia, as explosões mataram três pessoas. O FBI informou que a investigação do caso é criminal, mas que tem "potencial de ser uma investigação terrorista".
As duas fortes explosões ocorreram na chegada da Maratona. Segundo a polícia, as explosões foram causadas por duas bombas "poderosas".
O governador de Massachusetts, Deval Patrick, disse em uma entrevista para a imprensa que mais de cem pessoas ficaram feridas, algumas gravemente.
O Hospital Geral de Massachusetts estava tratando 19 pessoas feridas, seis delas em estado grave. De acordo com a rede CNN, há 132 pessoas feridas - incluindo oito crianças. O "Boston Globe" diz que esse número é de 125.
"Pedimos que todos estejam vigilantes. Qualquer atitude fora do comum por favor nos avise", disse Deval Patrick. O governador informou ainda que o local da maratona ficará isolado por mais um ou dois dias.
Segundo a rede CNN e a agência Reuters, autoridades estariam tratando o caso como "ato de terrorismo". Uma autoridade ouvida pela Reuters disse que é necessário descobrir se se trata de algum grupo nacional ou estrangeiro.
As explosões geraram uma cena de caos na cidade, com feridos e escombros pela rua e movimento de paramédicos. Por precaução, a agência de aviação civil dos EUA fechou o espaço aéreo sobre a região de Boston.
O incidente ocorreu no momento em que milhares de corredores terminavam a 117ª edicão da maratona, considerada a mais antiga do mundo, disputada desde 1897. Muitas pessoas estavam no local, em clima festivo, esperando pela chegada dos corredores.
Uma rádio local informou que a primeira explosão ocorreu perto de uma loja de equipamentos esportivos e a outra próximo a uma arquibancada. Segunda a TV CBS, as duas explosões foram quase simultâneas. Elas teriam ocorrido por volta das 14h45 locais (15h45 de Brasília), na Boylston Street, altura do número 673, de acordo com uma repórter da WBZ-TV.
Testemunhas falam ter visto feridos graves, com membros amputados, e muito sangue.
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A prova deste ano era disputada por pelo menos 131 corredores brasileiros. O Itamaraty afirmou que não há registro de vítimas brasileiras.
Um porta-voz do evento disse a jornalistas que o hotel que servia como sede da maratona foi bloqueado após a explosão e que ninguém teria permissão de sair ou entrar do prédio.
O canadense Mike Mitchell, de Vancouver, um atleta que terminou a maratona disse que estava olhando para trás na linha de chegada e viu uma "explosão enorme". A fumaça subiu 15 metros, disse Mitchell. As pessoas começaram a correr e gritar após ouvirem o barulho, acrescentou. "Todo mundo está assustado", disse Mitchell.
Terceira explosão
A polícia também havia informado que uma terceira explosão atingiu a Biblioteca e Museu Presidencial JFK, também em Boston, a 5 quilômetros do local da maratona. Rachel Day, porta-voz da biblioteca, disse que houve um incêndio no local, mas sem feridos.
A polícia também havia informado que uma terceira explosão atingiu a Biblioteca e Museu Presidencial JFK, também em Boston, a 5 quilômetros do local da maratona. Rachel Day, porta-voz da biblioteca, disse que houve um incêndio no local, mas sem feridos.
Segundo a polícia, esta explosão não estava relacionada com as da maratona. O comissário de polícia Ed Harris disse que não havia nenhuma ameaça anterior aos incidentes. Ele negou boatos da imprensa de que um suspeito estaria sob custódia da polícia, mas disse que vários suspeitos estão sendo interrogados.
Os policiais também pediram que a população não se reúna em grupos e que procure se manter em suas casas.
Nova York em alerta
O departamento de polícia de Nova York aumentou a segurança nos principais marcos turísticos de Manhattan, incluindo áreas próximas de importantes hotéis, disse o vice-comissário da polícia local, Paul Browne. Browne afirmou à Reuters que a polícia de Nova York estava enviando veículos de contra-terrorismo para toda a cidade.
O departamento de polícia de Nova York aumentou a segurança nos principais marcos turísticos de Manhattan, incluindo áreas próximas de importantes hotéis, disse o vice-comissário da polícia local, Paul Browne. Browne afirmou à Reuters que a polícia de Nova York estava enviando veículos de contra-terrorismo para toda a cidade.
A polícia de Washington também aumentou o nível de segurança. Um cordão de isolamento foi posto em frente à Casa Branca, residência oficial do presidente.
Obama
O presidente dos EUA, Barack Obama, mandou reforçar a segurança no país após o incidente e prometeu investigá-lo "a fundo". Obama foi informado sobre o incidente por Lisa Monaco, conselheira de Segurança Interna, por Bob Mueller, diretor do FBI e por outros funcionários.
O presidente dos EUA, Barack Obama, mandou reforçar a segurança no país após o incidente e prometeu investigá-lo "a fundo". Obama foi informado sobre o incidente por Lisa Monaco, conselheira de Segurança Interna, por Bob Mueller, diretor do FBI e por outros funcionários.
Ele ofereceu ao prefeito de Boston, Tom Menino, e ao governador de Massachusetts todo o apoio necessário.
Ultimato norte-coreano é 'lamentável', diz Coreia do Sul
SEUL, 16 Abr 2013 (AFP) - A Coreia do Sul repudiou o ultimato norte-coreano de uma ação militar, dado nesta terça-feira, qualificando-o de 'lamentável', e prometeu uma dura resposta frente a qualquer provocação.
'É lamentável que o Norte discorde das matérias da nossa imprensa para aumentar as ameaças contra nós', afirmou o porta-voz do ministério da Defesa, Kim Min-Seok.
jhw-gh/tt
terça-feira, 5 de março de 2013
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Projeto entrega cidades à gestão privada em Honduras e é questionado
A Corte Suprema de Honduras declarou inconstitucionais, em decisão preliminar tomada no último dia 3, as chamadas cidades-modelo, projeto de áreas urbanas privadas que o Congresso do país aprovou em 2011. Como a decisão da Justiça não foi unânime - foram quatro votos contrários e um favorável à iniciativa -, o caso deve voltar a ser discutido nesta semana. O processo sobre as cidades-modelo é resultado de 54 recursos de inconstitucionalidade apresentados à Justiça por hondurenhos, segundo balanço do jornal local "El Heraldo".
As cidades-modelo, ou charter cities, são um projeto de concessão do espaço público com gestão privada, com leis, policiamento, administração e recolhimento de impostos próprios. Incentivada por um grupo de investidores estrangeiro, os territórios facilitariam a entrada de empresas transnacionais no país. O governo de Honduras batizou a ideia de RED, sigla para Região Especial de Desenvolvimento.
Para que as cidades-modelo sejam implementadas, é preciso uma mudança na legislação do país. É justamente esta mudança que está em discussão na Corte. A decisão preliminar da Justiça foi anunciada um mês depois da divulgação de uma carta de interesse, assinada em 4 de setembro, entre o governo de Honduras e o grupo de investidores MGK, que quer levantar US$ 15 milhões iniciais para o empreendimento.
Histórico
O projeto prevê a criação de três cidades-modelo, com extensão ainda indefinida, localizadas perto do porto de Trujillo, no vale San Pedro Sula e na costa da região sul do país. As três áreas sofrem com a pobreza. San Pedro Sula, por exemplo, tem a maior taxa de homicídios do mundo: 159 ao ano para cada 100 mil habitantes, segundo a ONG mexicana Seguridad, Justicia y Paz.
O projeto prevê a criação de três cidades-modelo, com extensão ainda indefinida, localizadas perto do porto de Trujillo, no vale San Pedro Sula e na costa da região sul do país. As três áreas sofrem com a pobreza. San Pedro Sula, por exemplo, tem a maior taxa de homicídios do mundo: 159 ao ano para cada 100 mil habitantes, segundo a ONG mexicana Seguridad, Justicia y Paz.
Hondurenhos críticos à ideia reagiram ao modelo, ainda em 2011, argumentando que colocar o plano em prática é admitir a falência da gestão pública em um dos países mais pobres da América Latina. O ex-promotor Oscar Cruz chamou as cidades privadas de uma "paródia de Estado".
O projeto é baseado em um conceito do economista americano contemporâneo Paul Romer, que estava ligado ao projeto em Honduras e fazia parte da Comissão de Transparência. Romer disse ao jornal local "El Heraldo", em 23 de setembro, que a assinatura da carta com o grupo MGK foi feita sem seu conhecimento e que o governo local o excluiu da comissão. O economista deixou o projeto dias depois, dizendo que vai buscar o empreendimento em outros países, de acordo com a publicação.
O Observatório dos Direitos Humanos denunciou que o advogado hondurenho Antonio Trejo Cabrera, que se opôs publicamente às REDs, foi morto a tiros ao sair de um casamento, no dia 22 de setembro. A causa do assassinato não foi esclarecida.
O Observatório dos Direitos Humanos denunciou que o advogado hondurenho Antonio Trejo Cabrera, que se opôs publicamente às REDs, foi morto a tiros ao sair de um casamento, no dia 22 de setembro. A causa do assassinato não foi esclarecida.
MGK, criado para o projeto (Foto: Arquivo Pessoal)
Modelo da MGK
Em entrevista ao G1, Michael Strong, CEO do grupo MGK, diz que o modelo de REDs proposto vai garantir padrão de vida melhor e mais segurança aos inquilinos dessas zonas.
Em entrevista ao G1, Michael Strong, CEO do grupo MGK, diz que o modelo de REDs proposto vai garantir padrão de vida melhor e mais segurança aos inquilinos dessas zonas.
Nós teremos um perímetro de segurança em volta da zona, mas famílias da classe trabalhadora vão poder comprar casas dentro dela"
Michael Strong, CEO do grupo MGK
O grupo MGK foi criado especificamente para a iniciativa em Honduras. O investimento inicial esperado é de US$ 15 milhões (R$ 30,6 milhões) e a expectativa é que 13 mil postos de trabalho sejam criados em 2013.
De acordo com Strong, a primeira gestão das cidades-modelo será feita por um hondurenho escolhido pelo presidente do país. Depois disso, os administradores serão apontados por uma Comissão de Transparência. Cabe a essa junta determinar quando eleições democráticas são "apropriadas", diz o CEO.
"Vamos começar com um pequeno piloto, de 2,6 km quadrados, e gradualmente aumentar para uma cidade", afirma Michael Strong.
Segundo ele, todos os hondurenhos serão bem-vindos às zonas criadas. O grupo MGK diz que fará parcerias com empresas que fornecem moradias de baixo custo. "Nós teremos um perímetro de segurança em volta da zona, mas famílias da classe trabalhadora vão poder comprar casas dentro dela", diz. Os postos de trabalho são concebidos "primariamente" para hondurenhos, garante o CEO.
O investimento inicial de US$ 15 milhões só será levantado após a aprovação da iniciativa pela Justiça. Segundo Strong, o empreendimento deve dar um retorno "razoável" em cerca de 10 anos. Ele cita zonas econômicas especiais na China, o Centro Financial Internacional de Dubai e a Nova Sondo, na Coreia do Sul, como influências do modelo a ser implementado em Honduras.
Michael Strong diz ainda que o grupo "não tem interesse algum" no Brasil, mas que sonda outros países onde o projeto possa ser colocado em prática.
É uma opção razoável dentro deste cenário e não foge de uma prática que se vê por todo mundo, inclusive no Brasil"
Alberto Pfeifer, diretor Executivo do
Conselho Empresarial da América Latina
Conselho Empresarial da América Latina
Analistas divergem sobre projeto
Para o Diretor Executivo do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), Alberto Pfeifer, a opção pelas cidades privadas "tem a ver com a visão pragmática do papel do estado, da necessidade de ele oferecer bens públicos como educação, segurança, estrutura, saneamento, iluminação, etc., de modo a atender as expectativas da população e promover o crescimento do país".
Para o Diretor Executivo do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), Alberto Pfeifer, a opção pelas cidades privadas "tem a ver com a visão pragmática do papel do estado, da necessidade de ele oferecer bens públicos como educação, segurança, estrutura, saneamento, iluminação, etc., de modo a atender as expectativas da população e promover o crescimento do país".
Segundo Pfeifer, um estado com deficiências estruturais e restrições orçamentárias, comandado por um governo que tem sua legitimidade criticada pela comunidade internacional, tem mais dificuldades para dar conta dessas demandas da população. "É uma opção razoável dentro deste cenário e não foge de uma prática que se vê por todo mundo, inclusive no Brasil", avalia.
Para o especialista em gestão urbana e professor de História da FAU/USP, Renato Cymbalista, a iniciativa não é viável. "Se alguém comete um crime, quem vai julgar? E se o gestor dessa cidade comete algum tipo de crime ambiental?", questiona.
Para o especialista em gestão urbana e professor de História da FAU/USP, Renato Cymbalista, a iniciativa não é viável. "Se alguém comete um crime, quem vai julgar? E se o gestor dessa cidade comete algum tipo de crime ambiental?", questiona.
A cidade [privada] tem que dar lucro. Existem aspectos da nossa cidade que são caros e não dão lucro, como educação e saúde"
Renato Cymbalista,
professor da FAU/USP
professor da FAU/USP
Do ponto de vista administrativo, "a cidade [privada] tem que dar lucro. Existem aspectos da nossa cidade que são caros e não dão lucro, como educação e saúde", afirma Cymbalista. Segundo ele, a arrecadação dos impostos que o Estado faz paga serviços para pessoas que não podem pagar "via mecanismos de mercado". De acordo com Cymbalista, é possível "delegar para a iniciativa privada fazer parte de uma cidade".
O presidente do Congresso hondurenho, Juan Orlando Hernández, que apoia o modelo de cidades privadas, espera que o projeto crie 13 mil novos postos de trabalho em 2013. O grupo MGK espera levantar inicialmente US$ 15 milhões (R$ 30,1 milhões) para o empreendimento.
Para Cymbalista, no entanto, a conta não fecha. Para uma cidade, US$ 15 milhões "não é nada", diz o professor. Ele faz o cálculo dos ganhos que os 13 mil trabalhadores empenhados na construção da cidade podem ter com o investimento: "Se cada uma dessas pessoas ganhar US$ 1 mil por ano, já vai dar US$ 13 milhões. Para um salário miserável, já foi quase o dinheiro todo".
Para Cymbalista, no entanto, a conta não fecha. Para uma cidade, US$ 15 milhões "não é nada", diz o professor. Ele faz o cálculo dos ganhos que os 13 mil trabalhadores empenhados na construção da cidade podem ter com o investimento: "Se cada uma dessas pessoas ganhar US$ 1 mil por ano, já vai dar US$ 13 milhões. Para um salário miserável, já foi quase o dinheiro todo".
Há a figura dos especuladores que veem nesse projeto a oportunidade de obter lucro em países carentes"
Ricardo Trevisan, professor
da Universidade de Brasília
da Universidade de Brasília
Ricardo Trevisan, professor adjunto no Departamento de Teoria e História da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, também pondera. "Há a figura dos especuladores que veem nesse projeto a oportunidade de obter lucro em países carentes", diz Trevisan, argumentando que é possível interpretar a iniciativa como uma continuidade no modo de exploração colonial.
"Por que tal ação não é feita em países ricos? Por que não parte dos países sedes das charter cities a intenção de criar tais cidades? Por que Honduras e não na Grécia, na Itália, na Espanha a opção de criar cidades e recuperar estes países da crise econômica e, simultaneamente, oferecer condições para abrigar migrantes vindos do norte da África?", pergunta.
Honduras tem o quarto pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América Latina e Caribe
Baixos índices humanitários
O interesse do governo hondurenho no projeto das cidades privadas ocorre em meio índices negativos registrados por observadores internacionais. O país teve em 2010 a maior taxa de homicídios do mundo, com 82,1 mortes causadas intencionalmente para cada 100 mil habitantes, segundo estudo de 2011 do escritório de Crime e Drogas da Organização das Nações Unidas (ONU).
O interesse do governo hondurenho no projeto das cidades privadas ocorre em meio índices negativos registrados por observadores internacionais. O país teve em 2010 a maior taxa de homicídios do mundo, com 82,1 mortes causadas intencionalmente para cada 100 mil habitantes, segundo estudo de 2011 do escritório de Crime e Drogas da Organização das Nações Unidas (ONU).
Honduras tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,625, na 121ª posição entre os 187 países do ranking mundial de 2011 (o Brasil está na 84ª colocação, com 0,718). O IDH é usado como referência da qualidade de vida e desenvolvimento, sem se prender apenas em índices econômicos. O índice hondurenho, considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), é o quarto mais baixo da América Latina e Caribe, atrás de Haiti, Guatemala e Nicarágua.
Governo questionado
O atual presidente, Porfirio Lobo, do Partido Nacional, assumiu o governo em 27 de janeiro de 2010, após eleições que, inicialmente, não foram reconhecidas por grande parte da comunidade internacional. O ex-presidente Manuel de Zelaya - na época, do Partido Liberal - foi deposto em um processo chamado de golpe por observadores internacionais. Ele passou diversos dias refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
O atual presidente, Porfirio Lobo, do Partido Nacional, assumiu o governo em 27 de janeiro de 2010, após eleições que, inicialmente, não foram reconhecidas por grande parte da comunidade internacional. O ex-presidente Manuel de Zelaya - na época, do Partido Liberal - foi deposto em um processo chamado de golpe por observadores internacionais. Ele passou diversos dias refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
Em 18 de maio, a Justiça Eleitoral convocou 5,2 milhões de eleitores para eleições primárias, em 18 de novembro, quando serão definidos os candidatos de nove partidos políticos, um ano antes das eleições presidenciais. A mulher de Zelaya, Xiomara Castro, deve se candidatar pelo partido de esquerda Liberdade e Refundação (Libre), criado pelo marido.
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