segunda-feira, 28 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Após impasse, Grécia vai ter novas eleições legislativas em 17 de junho
As novas eleições legislativas na Gréciavão ocorrer em 17 de junho.
Até lá, o cargo de primeiro-ministro vai ser ocupado interinamente poelo juiz Panayiotis Pikramenos, atual presidente do Conselho de Estado, segundo a agência semioficial Ana.
A realização de novas eleições no país em crise foi definida na véspera, após mais de uma semana de tentativas infrutíferas de acordo dos partidos para formar uma coalizão de governo após a votação de 6 de maio, que registrou surpreendente crescimento da esquerda e dos partidos extremistas.
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Não houve acordo possível entre os países favoráveis e os contrários à manutenção do plano de austeridade imposto por União Europeia e FMI à endividada Grécia, em troca de ajuda financeira.
O impasse político na Grécia preocupa os países europeus e os mercados internacionais, com a perspectiva de que um governo antiausteridade possa decidir retirar a Grécia da zona do euro.
Fotos aéreas revelam extremos da paisagem da Islândia
Imagens feitas a quase 3 mil metros de altura pelo casal de fotógrafos Erlend e Orsolya Haarberg revelam os extremos da paisagem da Islândia.
Para fotografar de vulcões e águas termais à maior geleira da Europa, os dois escalaram montanhas, enfrentaram terrenos difíceis e viajaram em uma pequena aeronave.
'Tivemos de esperar dois meses por um dia que não estivesse nublado ou com chuva. Então, quando acordamos e vimos o sol, sabíamos que tínhamos que voar o mais rapidamente possível, antes que o tempo virasse', disse Orsolya, que é norueguesa.
Seu marido Erlend tirou as fotografias aéreas, enquanto ela guiava o piloto do fundo do avião. Em cinco horas no ar, eles cobriram o país inteiro.
'Foi uma programação apertada. Num minuto, estávamos fotografando uma erupção no vulcão Eyjafjallajökull, no próximo, estávamos sobrevoando a maior geleira da Europa, Vatnajökull.'
O casal diz que tenta mostrar a Islândia de um ângulo que normalmente não é visto pelos turistas.
'As pessoas ficam impressionadas pelas imagens aéreas abstratas, provavelmente porque elas são quase alienígenas', diz Orsolya, que junto com o marido, acaba de publicar um livro de fotografias - Iceland: Land of Contrast (ou Islândia: Terra de Contrastes) - para documentar suas viagens pela Islândia.
Crise política na Grécia domina atenções dos mercados
O agravamento da crise política grega, que resultou em convocação de novas eleições, dita o ritmo desta quarta-feira. Os mercados de todo o mundo reagem mal à dificuldade da Grécia de implementar medidas de austeridade e às repercussões da crise da dívida grega e de outros países europeus sobre a unidade da zona do euro. A influência dessas notícias fez bolsas da Ásia fechar em forte queda e provoca perdas nas principais praças da Europa, conseguindo ofuscar indicadores econômicos favoráveis vindos dos Estados Unidos e da própria zona do euro.
Por exemplo, o bloco econômico registrou em março um superávit comercial de 8,6 bilhões de euros, acima do esperado. A inflação ao consumidor foi de 0,5% em abril - na comparação com março - e 2,6% no acumulado em 12 meses, em linha com o esperado. No Reino Unido, a taxa de desemprego caiu para 8,2% nos três meses até março, baixa de 0,2 ponto percentual na comparação com o período de três meses até dezembro. Todos esses dados foram divulgados nesta manhã.
Os mercados mundiais também voltam suas atenões ao pronunciamento do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, às 10h (horário de Brasília). Draghi deve discorrer sobre o tema 'Política monetária em tempos não convencionais' em um evento em Frankfurt.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (banco central do país) divulga a ata do encontro do comitê de política monetária realizado nos dias 24 e 25 de abril, quando o BC dos Estados Unidos manteve sua meta para a taxa básica de juros inalterada entre zero e 0,25% ao ano. Antes, o Fed divulga o dado sobre a produção industrial e a taxa de utilização da capacidade instalada em abril.
No Brasil, hoje o Banco Central divulga os dados semanais do fluxo cambial, e o Centro de Economia Internacional do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresenta o Índice de Clima Econômico IFO/FGV na América Latina. O IBGE anuncia os resultados da pesquisa Estatística do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2010, que reúne informações cadastrais e econômicas de empresas.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Correção
Prezados Alunos,
Segue a correção para o guia de estudos, caso haja alguma dúvida.
Um bom final de semana,
Prof. Rafael
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domingo, 6 de maio de 2012
Brasileiros que foram tentar a vida longe da terra natal voltam para casa
Número de brasileiros que tinham se mudado para outros países e estavam fora há pelo menos cinco anos e que voltaram a morar no Brasil praticamente dobrou em 2010 na comparação com o censo do ano 2000.
Brasileiros que foram tentar a vida em outros estados e, principalmente, em outros países estão voltando para casa. Professor de história, o americano foi atraído pela oportunidade em uma escola que ensina em inglês aqui no Brasil. Charlie diz que sabia que o país é uma das potências econômicas em crescimento e que aqui pôde ver isso.
Na comparação do censo de 2010 com o de 2000, o número de estrangeiros que vieram para o Brasil aumentou 67,8%. Eles vieram, principalmente, dos Estados Unidos, Japão, Paraguai, Portugal e Bolívia.
saiba mais sobre o censo 2010
Além de trabalho, a paraguaia Gloria Salina encontrou chances de ascensão profissional. Chegou a São Paulo como empregada doméstica, há dois anos e meio, e hoje é secretária administrativa.
“Gosto dos direitos trabalhistas do Brasil. Aqui tem muito mais que no Paraguai”, comenta.
A volta para casa também chamou a atenção. O número de brasileiros que tinham se mudado para outros países e estavam fora há pelo menos cinco anos e que voltaram a morar no Brasil praticamente dobrou em 2010 na comparação com o censo do ano 2000. Esse aumento, registrado pelo IBGE, foi de 98,7%.
Mineiro de Governador Valadares, o empresário André da Costa foi para os Estados Unidos em 1986. Levou a família e tinha empresas de construção lá. “Infelizmente, entre 2007 e 2008 a empresa começou a cair por causa da economia e eu tive que vir embora para o Brasil”, conta.
“Os Estados Unidos na década de 2000 eram o terceiro país que mais os imigrantes vinham. Então, no caso de 2010, isso mostra claramente que tem uma relação com a crise internacional”, avalia a demógrafa do IBGE Luciene Longo.
Crise lá fora, oportunidades aqui. Tiago Alves foi para a Inglaterra fazer pós-graduação e estava bem empregado, mas não resistiu ao convite para presidir uma empresa de tecnologia em Belo Horizonte.
“Esse desejo de criar nossos filhos na nossa cultura e voltar para o Brasil em uma condição de fazer, de ter um impacto, de fazer a diferença. É muito mais motivante fazer a diferença no nosso país”, diz o diretor executivo.
Motivos que também alteraram o mapa da migração dentro do Brasil. Houve uma desaceleração no número de brasileiros que se mudaram para o Sudeste: caiu 10% em São Paulo e 50% no Rio de Janeiro.
E a quantidade gente retornando aos estados de origem aumentou 7,5%. O Ceará foi um destaque. O estado registrou a maior proporção de retorno.
O eletricista Vicente Gomes de Moura foi um desses cearenses que decidiram voltar para a terra natal. “Meu sonho era quando eu me aposentasse vir embora para minha terra. Mas eu vim antes. Eu amo essa terra”, diz ele.
Brasil ocupa 84ª posição entre 187 países no IDH 2011
O relatório do Desenvolvimento Humano 2011, divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), classifica o Brasil na 84ª posição entre 187 países avaliados pelo índice. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil em 2011 é de 0,718 na escala que vai de 0 a 1. O índice é usado como referência da qualidade de vida e desenvolvimento sem se prender apenas em índices econômicos.
O país com mais alto IDH em 2011 é a Noruega, que alcançou a marca de 0,943. Os cinco primeiros colocados do ranking são, pela ordem, Noruega, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Nova Zelândia. Segundo o Pnud, o pior IDH entre os países avaliados é o da República Democrática do Congo, com índice 0,286. Os cinco últimos são Chade, Moçambique, Burundi, Níger e República Democrática do Congo.
No ano passado, o Brasil aparecia classificado como o 73º melhor IDH de 169 países, mas, segundo o Pnud, o país estaria em 85º em 2010, se fosse usada a nova metodologia. Desta forma, pode-se dizer que em 2011 o país ganhou uma posição no índice em relação ao ano anterior, ficando em 84º lugar.A metodologia usada pelo Pnud para definir o IDH passou por mudanças desde o relatório divulgado em novembro de 2010. O índice que se baseia em dados como a expectativa de vida, a escolaridade, a expectativa de escolaridade e a renda média mudou a fonte de alguns dos dados usados na comparação. A expectativa é ter os mais recentes dados comparáveis entre os diferentes países.
Desenvolvimento humano elevadoO Pnud não soube indicar o que motivou a mudança de classificação do Brasil. Mas, analisando os indicadores avaliados – expectativa de vida, anos médios de escolaridade, anos esperados de escolaridade e renda nacional bruta per capita – dois tiveram mudanças: expectativa de vida e renda nacional bruta.
O Brasil aparece entre os países considerados de "Desenvolvimento Humano Elevado", a segunda melhor categoria do ranking, que tem 47 países com "Desenvolvimento Humano Muito Elevado" (acima de IDH 0,793), além de 47 de "Desenvolvimento Humano Médio" (entre 0,522 e 0,698) e 46 de "Desenvolvimento Humano Baixo" (abaixo de 0,510).
De acordo com os dados usados no relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.162, e a expectativa de vida, de 73,5 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.
O cálculo de IDH alterou neste ano a fonte de informação sobre renda dos países. O dado agora passou a ser alinhado ao Relatório do Banco Mundial. O problema é que o dado dessa fonte é mais antigo (de 2005) do que o usado no relatório IDH de 2010 (que era de 2008). Os números foram ajustados e a comparação possível é que passamos de uma renda nacional bruta per capita de US$ 9.812 , em 2010, para US$ 10.162 em 2011.
No material divulgado pelo Pnud é possível comparar as tendências do IDH de todos os países por índice e por valor total desde 1980. O destaque no caso brasileiro é para a renda, que aumentou 40% no período. No mesmo tempo, a expectativa de vida aumentou em 11 anos; a média de anos de escolaridade aumentou em 4,6 anos, mas o tempo esperado de escolaridade diminuiu.
Novos índices
Além do valor usado tradicionalmente para indicar o desenvolvimento humano de cada país, o relatório deste ano apresenta novos índices: IDH Ajustado à Desigualdade, Índice de Desigualdade de Gênero e Índice de Pobreza Multidimensional.
Além do valor usado tradicionalmente para indicar o desenvolvimento humano de cada país, o relatório deste ano apresenta novos índices: IDH Ajustado à Desigualdade, Índice de Desigualdade de Gênero e Índice de Pobreza Multidimensional.
O IDH ajustado à desigualdade faz um retrato mais real do desenvolvimento do país, ajustando às realidades de cada um deles. Com isso, o IDH tradicional passa a ser visto como um desenvolvimento potencial. Levando a desigualdade em conta, o Brasil perde, em 2011, 27,7% do seu IDH tradicional. O componente renda (dentre renda, expectativa de vida e educação) é que mais influi nesse percentual.
No índice de desigualdade de gênero, o Brasil fica em patamar intermediário quando comparado com os BRICS. O índice brasileiro é de 0,449. Rússia tem 0,338; China, 0,209; África do Sul, 0,490% e Índia, 0,617.
Já o Índice de Pobreza Multidimensional é uma forma nova, mais ampla, de verificar quem vive com dificuldades. No lugar da referência do Banco Mundial, que considera que está abaixo da linha de pobreza quem ganha menos de US$ 1,15 por dia, o novo índice aponta privações em educação, saúde e padrão de vida.
Segundo o Pnud o índice pode não ser tão importante para a situação do Brasil quanto para a de países da África, pois, no Brasil, quem tem renda pode ter o acesso facilitado à qualidade de vida. Em alguns países, porém, esse acesso não depende exclusivamente de recursos financeiros (às vezes, o país tem infraestrutura precária demais, por exemplo).
Essa nova medida é uma forma interessante de avaliar as políticas de transferência de renda e verificar se essas ações realmente estão mudando a vida da população mais necessitada.
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